Depois de uns dias curtindo uma folga em Recife (PE), retorno cheio de gás pra continuar!
Na verdade, fiz vários materiais que poderiam ter sido publicados aqui no blog. Mas o computador da viagem deu um pau e ficou difícil de acessar a internet, pois a programação foi corrida e mal tive tempo de passar em lan houses.
De qualquer forma, pretendo publicar alguns registros da viagem por aqui. Seja no telefone celular ou na máquina fotográfica, muitos momentos viraram boas histórias. E nada mais adequado do que publicá-los no Diário de um Videorrepórter.
Primeiros registros
Por hora, deixo aqui algumas imagens do primeiro passeio, pelo bairro da Boa Vista, na região central de Recife. Rios, pontes, igrejas e prédios públicos fizeram parte do passeio que você vê a seguir.
As fotos foram produzidas no meu telefone celular nokia n95, uma ferramenta de registro muito prática quando se precisa de uma câmera com boa qualidade à mão para contar uma história nestes tempos de mobilidade e novas mídias.
Para publicação no blog usei a ferramenta do site slider (em português), que permite a edição das fotos com colocação de legendas e várias possibilidades de animações. Recomendo.
Novas possibilidades
E para não fugir à regra de falar aqui sempre sobre videorreportagem acompanhadas de vídeos, coloca uma questão: Será esta ferramenta uma forma de videojornalismo?
Pense nas possibilitada trazidas pelas novas tecnologias para o registro jornalístico. Fotojornalismo não é exatamente; Vídeo, até que parece... Jornalismo, com certeza!
Ao colocar o mouse em cima de uma das fotos você poderá ler as legendas com informações. Para tirar o áudio, clique no ícone da caixa de som da tela do slide de fotos.
Até o próximo post!!!
Mostrando postagens com marcador narrativa. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Voltamos à Nossa Programação Normal!
Postado por
Paulo Castilho - Videojornalista
terça-feira, 30 de março de 2010
Entre o Céu e a Terra
Hoje quero indicar uma videorreportagem que tenho o prazer de exibir em encontros como palestras, oficinas e workshops.
Entre o Céu e a Terra foi produzida pelo VR Marcelo Guedes. E aconteceu numa situação curiosa... Marcelo estava com uma aluna da Oficina de Videorrepórteres, na região central de S. Paulo, para uma aula de captação. O pauta era sobre a vida da população de rua.
No meio da aula, algo chamou a atenção do professor... E aí, para um jornalista preparado, com faro do repórter, e que tem a possibildiade de estar com uma câmera na mão, bingo! Marcelo viu um senhor entrando ou saindo de um buraco, não me lembro bem... Mas era um buraco que ficava dentro de um viaduto, entre o chão e a atmosfera... (daí o título da videorreportagem).
Quando percebeu a chance de contar uma boa história, Marcelo não se fez de rogado! Pediu licença para a aluna e pegou a câmera. Aproximou-se daquela cena e começou a gravar... Seu Osvaldo, logo começou a conversar com o VR. Começava aí a história da realidade cruel de um senhor que vive com as filhas na rua.
Vale observar que a história foi contada sem apelos ou abordagens sensacionalistas, típicos de telejornais popularescos quando falam desse tipo de assunto. A história desse personagem por sí mesma já era forte o suficiente... E Marcelo foi feliz ao optar por deixar o personagem contar sua prórpia história. Ele deu voz a quem nunca teve e foi ganhando a confiança da fonte, conseguindo inclusive entrar em sua "residência".
Ninguém melhor que o prórpio Osvaldo pra falar dessa realidade. A escolha dele para falar de si mesmo deu mais autenticidade para a história do que se ela fosse contada por uma equipe inteira de jornalismo, de uma forma mais tradicional... (fora que nem cabia uma equipe dentro da "casa" do Osvaldo. Sorte e sensibilidade do videorrepórter para perceber que tinha na frente um persongem que falava bem e fazer a escolha de como iria contar aquela história.
Outras diferenças de formato: No lugar do off lido, optou-se por colocar GCs com as informações básicas para o entendimento do assunto, como local, dados de população de rua, informações do personagem... Além dessa mudança no texto da matéria, a opção por não usar uma passagem ou plano-sequência foi acertada. Essas intereferências mais diretas do repórter, nesse tipo de linguagem, não caberiam muito, pois a narrativa escolhida para a história seria quebrada.
Foram apenas 12 minutos de material bruto. Marcelo teve também poder de síntese, outra característica importante para um bom VR.
Ausência de cores (PB): a ideia veio por causa de uma solução estética. Mas acabou dando um toque a mais na narrativa desta videorreportagem.
Foi assim: dentro do buraco onde vivia o Osvaldo havia apenas uma luz de vela. Marcelo lembrou-se de ligar o recurso do Night Shot da câmera, ou o infravermelho, para captações com ausência de luz.
Na hora da edição, para tirar a coloração verde da imagem, típica de gravações feitas com este recurso, pensamos: por que não deixar todo o vídeo em preto e branco, como se pudesse transmitir a sensação da total falta de cores que devia ser a vida de um sujeito com o o Osvaldo... Aliás, a pouca luz também contribuiu para dar uma textura granulada à imagem, tentando dar a impressão de um ambiente e uma vida rudes.
Funcionou! A matéria ficou permeada de bom jornalismo de denúncia mas imprimindo uma estética mais poética, mistura de documentário com videoclipe, numa linguagem muito particular.
Parabéns pela matéria, Marcelo. E pelo furo de reportagem também... Repare como dá pra ouvir o Osvaldo falar ao final do vídeo, que jamais alguém havia feito tal registro... Pra mim também foi uma aula!
Veja a videorreportagem:
Entre o Céu e a Terra foi produzida pelo VR Marcelo Guedes. E aconteceu numa situação curiosa... Marcelo estava com uma aluna da Oficina de Videorrepórteres, na região central de S. Paulo, para uma aula de captação. O pauta era sobre a vida da população de rua.
No meio da aula, algo chamou a atenção do professor... E aí, para um jornalista preparado, com faro do repórter, e que tem a possibildiade de estar com uma câmera na mão, bingo! Marcelo viu um senhor entrando ou saindo de um buraco, não me lembro bem... Mas era um buraco que ficava dentro de um viaduto, entre o chão e a atmosfera... (daí o título da videorreportagem).
Quando percebeu a chance de contar uma boa história, Marcelo não se fez de rogado! Pediu licença para a aluna e pegou a câmera. Aproximou-se daquela cena e começou a gravar... Seu Osvaldo, logo começou a conversar com o VR. Começava aí a história da realidade cruel de um senhor que vive com as filhas na rua.
Vale observar que a história foi contada sem apelos ou abordagens sensacionalistas, típicos de telejornais popularescos quando falam desse tipo de assunto. A história desse personagem por sí mesma já era forte o suficiente... E Marcelo foi feliz ao optar por deixar o personagem contar sua prórpia história. Ele deu voz a quem nunca teve e foi ganhando a confiança da fonte, conseguindo inclusive entrar em sua "residência".
Ninguém melhor que o prórpio Osvaldo pra falar dessa realidade. A escolha dele para falar de si mesmo deu mais autenticidade para a história do que se ela fosse contada por uma equipe inteira de jornalismo, de uma forma mais tradicional... (fora que nem cabia uma equipe dentro da "casa" do Osvaldo. Sorte e sensibilidade do videorrepórter para perceber que tinha na frente um persongem que falava bem e fazer a escolha de como iria contar aquela história.
Outras diferenças de formato: No lugar do off lido, optou-se por colocar GCs com as informações básicas para o entendimento do assunto, como local, dados de população de rua, informações do personagem... Além dessa mudança no texto da matéria, a opção por não usar uma passagem ou plano-sequência foi acertada. Essas intereferências mais diretas do repórter, nesse tipo de linguagem, não caberiam muito, pois a narrativa escolhida para a história seria quebrada.
Foram apenas 12 minutos de material bruto. Marcelo teve também poder de síntese, outra característica importante para um bom VR.
Ausência de cores (PB): a ideia veio por causa de uma solução estética. Mas acabou dando um toque a mais na narrativa desta videorreportagem.
Foi assim: dentro do buraco onde vivia o Osvaldo havia apenas uma luz de vela. Marcelo lembrou-se de ligar o recurso do Night Shot da câmera, ou o infravermelho, para captações com ausência de luz.
Na hora da edição, para tirar a coloração verde da imagem, típica de gravações feitas com este recurso, pensamos: por que não deixar todo o vídeo em preto e branco, como se pudesse transmitir a sensação da total falta de cores que devia ser a vida de um sujeito com o o Osvaldo... Aliás, a pouca luz também contribuiu para dar uma textura granulada à imagem, tentando dar a impressão de um ambiente e uma vida rudes.
Funcionou! A matéria ficou permeada de bom jornalismo de denúncia mas imprimindo uma estética mais poética, mistura de documentário com videoclipe, numa linguagem muito particular.
Parabéns pela matéria, Marcelo. E pelo furo de reportagem também... Repare como dá pra ouvir o Osvaldo falar ao final do vídeo, que jamais alguém havia feito tal registro... Pra mim também foi uma aula!
Veja a videorreportagem:
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Paulo Castilho - Videojornalista
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sábado, 27 de março de 2010
Discursos em Conflito
A ideia de retomar o blog tem me perseguido a cada dia. Aliás, o título deste post, "Discursos em Conflito", ilustra bem essa situação... Sim, porque se o nome é Diário de um Videorrepórter por que então não tem publicação diária???
Bom, assim espero que seja cada vez mais... Pelo menos agora, que me desliguei do projeto Web Repórter, da RedeTV!, creio que consiga mais tempo para resolver, então, este conflito.
Mas indo logo ao que interessa, tenho aproveitado o tempo mais disponível para colocar alguns materiais sobre videorreportagem na internet. Um deles é o trabalho de conclusão de curso (TCC), feito para a Univap, pelos meus (hoje colegas) do Vale do Paraíba: Patrícia Ferreira, Fred Justo e Wilson Araújo.
Eles produziram um documentário com gente falando contra e a favor do formato da videorreportagem. Várias questões abordadas na época, primeira metade dos anos 2000, ainda são pertinentes, e isso torna o trabalho atual. Tenho certeza que servirá de referência para as novas gerações que se interessarem pelo tema.
A publicação do material foi dividida em quatro partes. Confira nos links abaixo:
Parte 01
Parte 02
Parte 03
Parte 04
Em tempo: esta semana aproveitei para retomar uma atividade que me dá muito prazer: falar sobre vidoerreportagem com estudantes universitários.
Primeira do ano, a palestra rolou na Faculdade Rio Branco, na zona oeste de S. Paulo. Foi a primeira vez que estive lá. A sala ficou cheia até o final da apresentação, que durou cerca de duas horas.
Como não dá para passar tudo, pois tenho extenso material ilustrativo de vídeo e o tempo não permitiu, aproveitei para divulgar o blog e disponibilizar o documentário publicado acima.
Bom, assim espero que seja cada vez mais... Pelo menos agora, que me desliguei do projeto Web Repórter, da RedeTV!, creio que consiga mais tempo para resolver, então, este conflito.
Mas indo logo ao que interessa, tenho aproveitado o tempo mais disponível para colocar alguns materiais sobre videorreportagem na internet. Um deles é o trabalho de conclusão de curso (TCC), feito para a Univap, pelos meus (hoje colegas) do Vale do Paraíba: Patrícia Ferreira, Fred Justo e Wilson Araújo.
Eles produziram um documentário com gente falando contra e a favor do formato da videorreportagem. Várias questões abordadas na época, primeira metade dos anos 2000, ainda são pertinentes, e isso torna o trabalho atual. Tenho certeza que servirá de referência para as novas gerações que se interessarem pelo tema.
A publicação do material foi dividida em quatro partes. Confira nos links abaixo:
Parte 01
Parte 02
Parte 03
Parte 04
Em tempo: esta semana aproveitei para retomar uma atividade que me dá muito prazer: falar sobre vidoerreportagem com estudantes universitários.
Primeira do ano, a palestra rolou na Faculdade Rio Branco, na zona oeste de S. Paulo. Foi a primeira vez que estive lá. A sala ficou cheia até o final da apresentação, que durou cerca de duas horas.
Como não dá para passar tudo, pois tenho extenso material ilustrativo de vídeo e o tempo não permitiu, aproveitei para divulgar o blog e disponibilizar o documentário publicado acima.
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Paulo Castilho - Videojornalista
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