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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Carlos Ebert dá uma "aula-show" no Jô Soares



Que o diretor de fotografia Carlos Ebert é um dos melhores profissionais do país quando se fala de imagem, seja no cinema, fotografia ou vídeo, isso é indiscutível!

Com uma câmera na mão é um mestre, em todos os sentidos...




Aos 19 anos, em 1968, ele estreou  no clássico do cinema marginal brasileiro: O Bandido da Luz Vermelha, dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla. 



Desde então, não parou mais.
 

Ebert foi um dos pioneiros do vídeo digital no Brasil. 

Em 2000, ele ajudou a fundar a ABC (Associação Brasileira de Cinematografia), da qual foi também o primeiro presidente.



Várias das produções já fotografadas pelo Carlos Ebert nestes mais de 40 anos de produção foram premiadas.

Mas tem um prêmio que ainda falta para ele: o de professor. Desde o início dos anos 70, Ebert também coloca em prática outro de seus maiores talentos, ministrando cursos, oficinas e workshops pelo país. 

Profundo conhecedor da teoria e dos bastidores das produções, Ebert tem um dom didático natural. Quem foi aluno dele, sabe do que eu estou falando!



Já fiz dois cursos com ele. Um sobre câmera DV, num teatro da Praça Roosevelt, no centro de S. Paulo; o outro mais recente, há exatamente um ano, na Academia Internacional de Cinema, a AIC, em S. Paulo. Ao lado,  a foto tirada em sala de  aula. (Estou sentado ao lado dele, no lado direito da imagem). Mas vamos logo ao que interessa: os vídeos deste videoblog... 


Para quem não teve a oportunidade de ser aluno deste mestre, sugiro que assista  Abaixo você poderá assistir à entrevista de Carlos Ebert no Programa do Jô, na noite de ontem,  08 de abril. O material está dividido em 3 partes.
Veja: 
Parte 1



Parte 2



Parte 3


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Videorreportagem no Jornal Nacional

Primeiro programa em rede nacional gerado no Rio de Janeiro, em 01 de setembro de 1969, o Jornal Nacional (JN) tornou-se o mais importante noticiário televisivo do país.
Nestes mais de 40 anos de história, muitos registros foram feitos sobre a realidade do Brasil e do mundo.

Mas, apesar do indiscutível profissionalismo e competência com que o Jornalismo da emissora possa ser produzido, sempre se falou num formato padrão engessado, tipo off-sonora-passagem, quase que inviolável por novas linguagens.

Até acho que, mais recentemente, houve certa abertura para novas formas de se contar uma história. Mas em geral sempre prevaleceu o formato produzido por uma equipe de jornaslimo (ou ENG) onde trabalham, pelo menos, um repórter e um cinegrafista. Poucas foram as experiências em que o olho do repórter também contava a história.

Por isso, quero aproveitar este espaço para chamar a atenção e comemorar a recente exibição de uma excelente videorreportagem, veiculada esta semana pela TV Globo a maior emissora brasileira, com alcance em todo o território nacional. Vamos logo ao episódio...


Na manhã da última terça-feira, dia 6 de abril, com o Rio de Janeiro paralizado por conta da maior chuva já registrada na história da cidade, o jornalista Márcio Gomes, teve que ir à pé para o trabalho. Ele é âncora do RJTV 2edição, mas o país inteiro o conhece pela bancada do JN.

Devido aos alagamentos, a cidade estava toda parada. E, com uma câmera amadora, muito oportunamente Márcio registrou o tumulto vivido pelos cariocas perdidos no meio do dilúvio.


 
Inédito?
Não foi exatamente a primeira experiência de videojornalismo veiculada pelo JN. Os repórteres Marcos Losekann, Ilze Scamparini e Caco Barcellos estão entre os  que já se aventuraram a operar uma câmera para produzir as próprias imagens. Mas o que chama a atenção neste registro agora é o fato de Márcio Gomes ser a pessoa certa no lugar certo, sabendo lidar com o flagrante de forma inesperada para contar uma história. E com isso, ele ajudou a quebrar algumas barreiras pelo reconhecimento de uma nova forma de contar histórias na televisão.

Apesar de não creditar o termo videorreportagem na matéria, fica evidente a marca do formato na matéria. Além da narrativa subjetiva, na primeira pessoa, percebe-se bem que o repórter que aparece no vídeo está com a câmera na mão, em especial na hora da passagem, quando ele aparece no vídeo.

Em outros tempos, devido ao rigoroso controle global de qualidade e à possível falta de objetividade e isenção jornalística, com o repórter se envolvendo diretamente na realização da matéria, é difícil imaginar se ela seria veiculada... (Pensando bem, se existisse a tecnologia digital e a mobilidade de nossos dias, quem não aceitaria?)

Imagens às vezes tremidas, repórter sem terno usando boné, áudio ruim com necessidade de legenda. Nada disso tirou o mérito da reportagem.

Mais do que formatos e linguagens que possamos discutir aqui, ganhou o telespectador com uma maneira diferente de assistir uma notícia do repórter.

As diferenças...
Foram duas veiculações, não exatamente iguais. A primeira exibida no RJTV 2edição finaliza com imagens das enchentes, feitos por anônimos com celulares ou máquinas digitais. A segunda traz mais alguns flagrantes da população em meio ao caos registrados pelo Márcio Gomes.

E é aí que eu acho que dá para justificar a legitimidade de um videojornalista!
Dá pra notar bem a diferença que fazuma câmera na mão de quem sabe produzir uma história, mostrando bem a importância que um jornalista bem preparado pode ter com uma câmera na mão, se comparado a um cidadão que contribui com material colaborativo para um telejornal. O videorrepórter conta uma história; o popular registra fragmentos.

E sinceramente, em relação aos outras notícias, acho que existe certa identidade do telespectador ao assistir uma matéria como a do Márcio Gomes. É menos objetiva e mais humanizada.

Como diz Márcio ao apresentar sua videorreportagem no RJTV:

"Peço licença aqui para contar uma experiência pessoal...eu também fui registrando com uma câmera simples o que eu ia vendo na cidade."

A licença, Márcio, já esta concedida!


Veja a matéria do JN:



- Link para a matéria do RJTV 2edição. Clique aqui.

P.S.: Em tempo, antes que você vá para a página indicada acima: o redator escreveu "o repórter filmou o caminho"... O correto é gravou, registrou. Filmar só se usa com captação feita em película de filme e não em vídeo, ok?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Voltamos à Nossa Programação Normal!

Depois de uns dias curtindo uma folga em Recife (PE), retorno cheio de gás pra continuar!

Na verdade, fiz vários materiais que poderiam ter sido publicados aqui no blog. Mas o computador da viagem deu um pau e ficou difícil de acessar a internet, pois a programação foi corrida e mal tive tempo de passar em lan houses.

De qualquer forma, pretendo publicar alguns registros da viagem por aqui. Seja no telefone celular ou na máquina fotográfica, muitos momentos viraram boas histórias. E nada mais adequado do que publicá-los no Diário de um Videorrepórter.

Primeiros registros
Por hora, deixo aqui algumas imagens do primeiro passeio, pelo bairro da Boa Vista, na região central de Recife. Rios, pontes, igrejas e prédios públicos fizeram parte do passeio que você vê a seguir.

As fotos foram produzidas no meu telefone celular nokia n95, uma ferramenta de registro muito prática quando se precisa de uma câmera com boa qualidade à mão para contar uma história nestes tempos de mobilidade e novas mídias.

Para publicação no blog usei a ferramenta do site slider (em português), que permite a edição das fotos com colocação de legendas e várias possibilidades de animações. Recomendo.

Novas possibilidades
E para não fugir à regra de falar aqui sempre sobre videorreportagem acompanhadas de vídeos, coloca uma questão: Será esta ferramenta uma forma de videojornalismo?

Pense nas possibilitada trazidas pelas novas tecnologias para o registro jornalístico. Fotojornalismo não é exatamente; Vídeo, até que parece... Jornalismo, com certeza!

Ao colocar o mouse em cima de uma das fotos você poderá ler as legendas com informações. Para tirar o áudio, clique no ícone da caixa de som da tela do slide de fotos.

Até o próximo post!!!


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Curso de Videorreportagem em S. Paulo

A novidade é para o segundo semestre... Mas com certeza já vale a dica para quem quiser se programar.

Trata-se do curso de Videorreportagem que será oferecido pela Academia Internacional de Cinema (AIC).

Quem vai dar as aulas é o experiente videorrepórter Tomaz Cavaleri. Tom é meu amigo pessoal, estamos há muitos anos envolvidos nesse dia-a-dia com uma câmera na mão. Depois muito tempo trabalhando como videorrepórter, editor e finalizador da experiente videorrepórter da ESPN, Renata Falzoni, hoje Tom toca o prório negócio com a produtora 10e20 Filmes. O parceiro da empreitada é outro competente videorrepórter, primo da Renata Falzoni, o Renato Falzoni.

Para quem quiser conhecer melhor o talento do professor, recomendo uma visita no blog dele, onde está publicada uma excelente cobertura feita este ano em Copenhague, na Conferência Mundial do Clima.

Veja abaixo uma das videorreportagens produzida por Tom no evento.



Existem outros exemplos de posts com matérias muito interessantes da cobertura, publicada em dezembro no blog da 10e20. Clique aqui para conhecer mais.

O curso vai acontecer aos sábados, de 21 de agosto a 20 de novembro, das 9h às 18h. O investimento é de 4x R$500,00 (R$ 2.000) ou R$ 1.800 à vista com 10% de desconto.

As inscrições já estão abertas! Para participar é necessário ter qualquer tipo de câmera própria. Clique aqui para mais informações.

Continue navegando por aqui! Assuntos de interesse: